sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Nothing makes sense,
And tomorrow is a new day,
I ask you,
Do not leave me yet you,
And only you, choose the order…
… But the time will come?!?
Give me Time_And_Be,
To take you inside of me!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007


Atulhada na confusão do meu querer e não querer, embrulhada pelas ondas do palpitar do coração…
Só me apetecia ter-te num abraço terno e acolhedor, sentir um toque da tua pele junto à minha…
Sentir o arrepio de desejo humedecido pela saliva…
Para no fim deixar-me naufragar na solidão dos sentidos inversos deste duelo regado de teimosia…

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Teu veneno


Teu veneno crónico que provei gota a gota, com sabor adocicado, esse teu mistério que é o teu segredo mais entranhado, a dor que escorre inacabada, por entre esse olhar cego de rejeição que se perde na imensidão dessa paixão.
Vieste, entraste, hospedaste-te eu deixei e agora que fazer contigo?!?
Ah..Paixão…Que queres tu de mim?!
Recuperar o veneno perdido em Outrora?
Fazer-me cuspir as palavras que tu nunca terás coragem de dizer a alguém?!
Soltar na escuridão nocturna, os gritos silenciados pelo degustar do veneno?!
Queres que vá de encontro ao vento, numa madrugada de tempestade?!
Que me perca neste caminho perdido sem fim?! Ele é longo, e eu estou exausta de percorrer até caminhos desmedidos do teu ser…
Arrasada, descontrolada pelos sentidos sem sentido algum, aqui estou eu, mais uma vez a escrever palavras que Tu és incapaz de pronunciar, incapaz de soletrar, de as saborear, tal como eu saboreei as tuas…
Desesperadamente vou recolher-me com as palavras que te deixo para poder descobrir o antídoto, a forma de te fazer sair de mim!!!!!!!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Na tua teia


Na tua teia caí,

Nela me despi,

Senti...

Os beijos que viciam,

O toque macio das tuas mãos,

O calor do teu corpo junto ao meu,

Senti...

A forma mágica de te ter!!!

Deixei-me enredar, nessas finas fiadas de seda,

Que tão meticulosamente bordaste,

Senti-me delirar, a cada passo que nela caía...

Mas a teia, desfez-se,

E agora dela, restam apenas saudades!



quinta-feira, 22 de novembro de 2007


4 da manhã e o sono não vinha, pegou num livro que tinha na mesa de cabeceira e começou a desfolha-lo página após página, repentinamente escutou um ruído estranho, que lhe parecia vir do sótão, por breves momentos permaneceu quieto, e em silêncio para tentar descobrir ao certo que ruído era aquele, mas nada mais escutou.
Continuou então na sua leitura aguardando que quebrasse as pestanas, pois sentia-se cansado, mas aquelas malditas insónias não lhe permitiam dormir. Virou mais umas quantas páginas, até que…………

Novamente aquele ruído, que desta vez o fez estremecer, pois tornava-se cada vez mais perto aquele som, levantou-se e foi verificar se teria esquecido de fechar alguma janela, não fosse o vento fazer ranger alguma porta, a casa estava deteriorada, as madeiras velhas que por vezes também rangiam, os tectos num estado lastimoso, as janelas já roídas dos germes.

Percorreu cada canto da casa, vasculhando com os olhos se algo estava fora do sítio, nada, pois tudo se encontrava no lugar, e o ruído tinha parado mais uma vez. Voltou para cama, deitou a cabeça na almofada, apagou as luzes, e lá adormeceu agarrado a um sonho que não poderia concretizar. Pétalas espalhadas sobre a velha manta, um sorriso encantador que via, o som da sua voz, o olhar que brilhava, tudo perfeito, tal qual ele sempre desejou…

…quando acordara, a seu lado tinha uma carta que dizia:
- O sentido do jogo inverteu-se, enterrarei os meus lamentos, os meus sentires, os meus quereres, as minhas mágoas, os choros, na malvadez das minhas palavras...


( In The End, We All Die Alone! )

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Meu corpo arrefece,


Meu corpo arrefece, tecendo um ninho de saudades, o teu olhar envolvente, a tua fragrância que ainda sinto no ar, a magia suspensa que me permite flutuar sobre as nuvens celestiais, o som melodioso que me faz bailar entre os lençóis húmidos da minha alma e se entrega ao compasso da tua voz murmurada ao meu ouvido, que não escuto, que se escapa na distância do teu querer!!! Hesito por momentos trilhar o caminho dessa saudade, e permaneço ali de cabeça baixa tentando procurar os elos perdidos destas palavras em vão, cuspidas em murmúrios que saem das profundezas da minha alma, num tom místico conduzido pela paixão...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Solidão é...


Solidão é perfume adocicado, no relógio marinho onde os ponteiros passam bailando segundo a segundo...sobre as águas calmas...É a sede mais húmida, de uma imensa vontade de alcançar a secura dos lábios...É a poeira refinada mais leve que repousa em nossas peles, fazendo-nos sacudir as suas partículas num compasso lento, fazendo-as oscilar abstractamente para um outro local do corpo....

É manto rubro-negro que nos ofusca o olhar da alma, o brilho dos olhos, a saudade de um gesto ternurento de ver a lua deslizando lentamente por entre as estrelas e as nuvens…

É gaivota poderosa sobrevoando falésias na neblina densa e névoas geladas de tristeza que nos fazem arrepiar, chorar, gritar no silêncio deixando o eco brotar na voz calada que nos embarga pelos caminhos dos medos que nos assombram…

É uma aresta cortante que nos invade os dias e noites frias em que ficamos inquietos com tamanha imensidão que nos cerca e nos oculta a visão da verdadeira razão…

É gelo que se acumula e se entranha nos corações fustigados, ameaçados por tempestades que parecem não mais ter fim…

É horizonte longínquo que nossas mãos cansadas querem alcançar…Solidão é...O que por vezes necessitamos para nos organizar-mos e perceber qual o rumo que vamos dar às nossas vidas.....faz-nos falta, por vezes a Solidão de um Eremita!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Vem...


Vem envolver-te nesta loção de lama, que se espalha lentamente pelo meu corpo, toca-me secretamente, quero sentir as tuas mãos percorrerem-me, apalparem-me, agarrarem-me, deixarem-me sedenta, desejosa, inquieta. Puxa-me para ti, deixa-me ter o prazer de sentir os nossos corpos suados, embriagados, cedendo aos golpes profundos estremecidos, pelas arrepiantes e sensuais estratégias que provocam sensações estrondosas nesta luta corpo a corpo que faz nascer a poesia escorrida por entre as lavas deste vulcão em chamas que derrama este fogo e me consome apressadamente as palavras ímpias e impuras escritas por ti outrora…

…vem, saciar a minha sede, entrega-me os teus lábios que teimas em cerrar…
…escuta no silêncio, o eco do meu silêncio desenhado em palavras…
…vem devorar-me em cada beijo adocicado, que saboreio sofregamente…
…molha-me com a tua saliva, como a água fina do chuveiro que me cai no corpo…
…vem torturar-me o corpo vagabundo que se entrega com ânsia nas tuas mãos ausentes, ambíguas, que sabem bordar com delicadeza cada recanto recôndito existente em mim!
Vem…

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Vi...


Vi corpos nus bailando sobre as areias, escutei o bater das ondas nas rochas, peguei nas conchas que ali estavam perdidas, senti o cheiro da maresia e deixei-me caminhar sobre o rasto que as gaivotas deixaram como pegadas…. Tentei decifrar a escrita que elas fizeram, tacteei os espaços em branco com fúria e raiva para tentar promover em cálidas águas o meu sentir…com meu corpo dobrado firmei os punhos na areia, delicadamente enterrei os dedos para sentir a humidade que pairava nela, quando olhei em volta deparei-me com a praia vazia, sem ninguém..apenas eu, o mar, a areia, as rochas e o céu!!
Ali sozinha, senti-me incerta, vaga, perdida, mas transparente como a água com uma sensação de liberdade como as ondas libertas que transbordam pureza e força……
Aquela que necessito e à muito me abandonou!!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

B.N.C...Heim?!? Euuu??!!??? Calúnia, só pode!



B.n.a…Boa na Areia...isso foi quando estávamos na praia ..hummm…rebolei que me fartei, até ele me fazer sentir toda enterradinha ( claro só fiquei com a cabecinha de fora, para poder respirar...tal era a profundidade do buraco que o malandreco cavou !! )

B.n.b…Boa no banho, foi quando me senti com os calores à flor da pele, e ele veio juntamente comigo para a banheira, humm os pormenores guardo-os p'ra mim ;p

B.n.d…Boa nas dunas tão boa que rebolei por lá e adorei quando senti a maciez dos seus dedos!

B.n.e…Boa no equilíbrio quando vou ao circo e até faço malabarismo, mas adoro as... acrobacias...

B.n.f…Boa com o Faraó , tão boa, tão boa, que a múmia ressuscitou..!!!

B.n.g…Boa com a Gata Ki, que ela já nem mais sabia por onde arfar, ronronar, esgadanhar, assanhar-se e miar……

B.n.h… Boa na horta, entre couves e tomates, mas gosto muito de grelos também, rabanetes, Nhumiii…e aprecio pepinos, quando o são..lol

B.n.i… Boa no incêndio quando provoco sempre que olho nos olhos de alguém e passeio as minhas mãos por entre...Não digo!!! :X

B.n.j…Boa no jogo de sedução, gosto de fazer bluff e não cumprir... do flirt que tudo promete e nada diz de concreto... e guardo sempre um trunfo...

B.n.k…Boa com a Kitty quando estamos a sós ( rodeadas de pessoal ) na boca do inferno, a fazer-mos uma excelente reportagem…ainda não revelada derivado a não ferir susceptibilidades ;)

B.n.l…Boa nas lambidelas, sou tipo gatita que lambe, lambe, até não me apetecer mais...

B.n.m…Boa na mota…até saco cavalinhos…e ele adora a minha maneira de montar...

B.n.n…Boa na noite de núpcias.. ( oh pudera....parecia que tinha o diabo no corpo )

B.n.o…Boa nas orelhas, quando lhes sussurro carinhos e eles me tentam abraçar, e eu sacana fujo a sorrir...

B.n.p…Boa nas palmadecas que lhes dou quando elas se colocam com o rabiosque a dar dar na posição de 4..Ui..ui

B.n.q…Boa no quarto, contra a parede enquanto me despertam os sentidos as essências das velas que nos desenham as sombras…

B.n.r... Boa no Ritual, mas mesmo mesmo boa que até lhe mordisquei a orelha e me rodopiou até me colocar zonza ao ponto de lhe dar uma beijoca nos lábios .. ( ninguém viu…só nós 2 é que sabemos…ahhh e a pita! )

B.n.s…Boa no selim...tenho cá uma pedalada…nem queiram saber!

B.n.t…Boa no Trampolim a escarrapachar as pernocas, aos saltos e saltinhos até ficar atordoada, de tanto saltar…

B.n.u…Boa no uso das palavras... dos gestos e do que fica por dizer...

B.n.v…Boa na valsa, a um ritmo vertiginoso, de olhares penetrantes, corpos roçantes, momentos excitantes…

B.n.w…Boa no wind…adoro o vento quando se entranha no meu corpo e me deixa arrepiada…

B.n.y…Boa no Y mesmo, que gosto de variar e experimentar além de dois…

B.n.x...Boa no Xadrez...a deixar o parceiro ganhar...humpfff

B.n.z…Boa no Z(é) das barbas, um vagabundo que encontrei por aí… mas isso ele poderá contar mais pormenoriZadamente , isto se o descobrirem, pois eu perdi-lhe o rasto, é o que faz ser-se vagabundo...lololol

Upssssssssssssssssssss Falta algo né?!? Hummmpffff sou mesmo esquecida...

B.N.C…Boa Na Cama?????!!!??????? Nahhhhhhhhhhh..Na cama eu Durmo! ;)
Fui desafiada pela Silenciosa de http://silenciosentido.blogspot.com/

E agora meninos e meninas preparem-se para o Desafio...Os nomeados são:


O Carissimo Marquês de: http://alcovareal.blogspot.com/





Desafio passado..Divirtam-se....ou não!! ;)
( Esfumaçando..e tentando imaginar a cara do Marquês..será que vai aceitar o desafio?? )




sábado, 3 de novembro de 2007

Yeap...SouCompletamenteLouca




Querem Provar??!!?? Liguem...Atendimento de Segunda a Sexta feira..das 07.00 às 19:00
É desta que serei uma MulherMorta...lol ;)
Humpfff Se for voz de gajo a Cristina desligará a chamada!

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Adormeceste


Adormeceste no meu leito,
Reclamando num manto de incertezas,
Trocaste salivas no meu beijo, saciaste o desejo,
Diluindo o amor, nas impurezas!

Condenado, abandonado, envenenado,
Resmungaste:
-Sou amaldiçoado, por teu coração me ter aprisionado!

Agora no silêncio que me invade murmurado,
Deixo-me partir para um deserto nunca por mim caminhado,
Sois cruel poesia flutuante, que me invade esta saudade penetrante,
Vagabundo errante, que por um instante, no teu Rio se vê mergulhado!
És nódoa negra no meu peito, voz rouca que escuto sem respeito, nestes
Ouvidos cansados, és solidão ensonada, perigosa, desleixada, miúda desmiolada, por quem minha alma ficou despedaçada, na bruma feiticeira, a beleza te foi retomada.

Triste, choraste, as tuas lágrimas secaste com o fogo que ateaste,
As mãos que em mim penetraste trazendo, nelas o caos da loucura,
Num momento que ainda perdura, no beijo que sugaste, bebendo sem desgaste,
Toda a essência da minha armadura.
Agora Louca, gritas ao Tempo, que leve o eco do silêncio, para que te devolva o fermento do amor…

Amor por ti renegado, que trás no olhar cansado, a dor de ser rejeitado,
Constantemente desprezado, que grita, num tom por ti não escutado,
Implorando para que seja Excomungado!!!!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

... come back to me!


Mergulhando-se num vazio profundo, a minha alma adormece na escuridão que rasga a noite na lassidão tingida de negro. Percorre-se no tempo que corre velozmente em busca de ti. Passa por ruelas, calçadas, becos, esquinas, subúrbios barulhentos que fazem entoar ironicamente as palavras que se perdem neste vento fugaz, que se vagueia em torno de mim e me lança o dardo envenenado que me atinge impiedosamente e me faz ficar encurralada nesse teu maldito orgulho e me impede de te falar abertamente.

Essa tua constante teimosia, não te permite ver a imensidão da dor que me invade o coração, esta vastidão de lágrimas em que afogo e me fazem soluçar, sentindo-me sufocar desesperadamente na espera de um sorriso teu. Aqui, sozinha neste quarto, fico a sorver cada momento, cada palavra tua de carinho, para amaciar esta tristeza que me corrói.
Só Tu, me poderás devolver o brilho que trazia no olhar, o sorriso de encantar que me colocavas nas noites sem fim quando me vinhas embalar ao som dos “ acordes”, que só tu sabes fazer sonar…

(I'm so tired about the tears… come back to me! )
( . : . )

domingo, 14 de outubro de 2007

Pausa... Ki(t)...K(C)at...




Tempo para uma Pausa....... Ki(t)...K(C)at....


...para saciar os meus desejos...


...as minhas tentações...


...para matar as saudades...


...para dilacerar esta dor...


Que confesso ser uma dor que me dá prazer...


...que me deixa louca, em cada dentadinha, que os meus dentes lhe dão...


...que a minha lingua ansiosa degusta cada pedacinho de si!!!

:)

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

...



O seu Violino estava esquecido, colocado a um canto de uma prateleira cheia de pó….
Mas algo o fez lembrar-se dos seus velhos tempos em que tocava como ninguém, isto era o que diziam as vozes que ele escutava murmurar num tom quase irreconhecível.
Encheu-se de coragem, dirigiu-se à prateleira, estendeu os braços, e, como as mãos tremiam!!!! Aquela saudade, aquele sentir da melodia, que lhe fazia deslizar lágrima, após lágrima envolta do seu rosto envelhecido.

De súbito, escuta-se um violino tocar, desafinado, pela ausência das suas carícias.
Ele decide então afinar o violino girando as cravelhas para trás e para a frente a fim de retesar ou afrouxar as suas cordas…...retomou-o novamente, e voltou a colocar-lhe o arco com precisão em movimentos sincronizados da sua mão esquerda….soltou-se uma melodia que fez embalar os ouvidos de quem o escutava, naquele som produzido pelas cordas, que se envolviam no corpo oco do violino…Ele, de olhos fechados, deixava-se guiar pelo bater do coração, bebia cada suspiro da melodia que tocava, vindo-lhe à memoria os tempos da sua adolescência.

Cada pensamento que tinha, transformava-se amigavelmente com os gestos num trecho da melodia, eram palavras silenciosas que pairavam naquele salão escuro, misturadas com o cheiro a mofo, que se soltava daqueles cortinados de veludo bordeux, que contrastavam com o tom negro dos sofás. Repentinamente algo o fez parar de tocar, abstraiu-se e começou a olhar em redor, aquele lugar que tanto lhe dizia, que tanto amava, estava turvo, sentiu-se arrepiar, deu um salto, abriu os olhos, e as lágrimas caíram-lhe abusivamente pelo rosto, pois tudo aquilo, era nada mais, nada menos um Sonho de volta ao Passado!
( . : . )

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

...instantes..


Talvez porque foram bons momentos, ou porque bate aquela saudade do teu toque em mim, fico-me para aqui a delirar. O olhar que se adentrou, o sorriso que se soltou, as palavras que não saiam, a noite escura, o teu rosto traçado pela projecção dos lampiões, o bater acelarado do coração, o sangue que corria nas veias, e me fazia aquecer a alma, as tuas mãos macias, que me afagaram o rosto ternamente, os passos lentos que nos guiaram ao encontro dos corpos que se tocaram, os lábios que se roçaram levemente, as bocas errantes que se beijaram, deixando-se ficar embebidas pela mistura de fluidos.

Agora quando sinto a brisa, lembro-me daquela que pairava sobre os nossos corpos, pousando-se lentamente em nós, para temperar o calor que se espalhava na pele sem pudores. Foram instantes que pareciam não mais acabar, diria que instantes mágicos mas que quebraram a magia no tempo, quando eu parti!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A Porta Abriu...


A porta abriu-se lentamente, e a Condessa agitou-se ao sentir os passos, o Marquês entrou e abeirou-se da cama de lençóis negros, sorriu-me cúmplice e beijou-me demoradamente como se o desejasse à muito. A Condessa continuava excitadíssima, e sussurrou ‘Marquês, sois vós, reconheço o seu perfume…’, o Marquês não respondeu tinha-o proibido de proferir qualquer palavra, na cama a Condessa murmurava perguntas e debatia-se, tentando libertar-se da sua prisão, chamava por mim e ardia em desejo, pedia-me que a fizesse sentir o prazer que o seu corpo procurava, lembrando-se ainda de como eu lhe tocara, creio que a enlouquecia ouvir os ruídos que fazíamos e não ver o que se estava a passar.
Despi o Marquês num ritual provocador, deixei-o sentir-me em pequenos toques dissimulados, mas impedi que me tocasse, apenas permitia que me beijasse os lábios, mas fugia-lhe quando a sua língua queria tocar a minha. Senti-o excitado, e sussurrou-me ao ouvido que me queria possuir, respondi-lhe que primeiro queria que ele satisfizesse a Condessa enquanto eu observava e me acariciava.
Na cama a Condessa chamava por mim, e quando o Marquês se aproximou dela, dando-lhe um beijo, ela mordeu-lhe os lábios, furiosa de não me sentir. Eu observava a cena sorridente, ainda vi o Marquês tentar tudo para que a Condessa se entregasse, mas ao fim de minutos ficou frustrado, foi-se embora a correr. Libertei a Condessa horas depois, primeiro fui ter com Zed, que me deixou com um sorriso de felicidade e luxúria. Nunca vi uma mulher tão furiosa, quase brigava comigo, mas eu avisei-a que se me tocasse, ela sairia dali nua! Saiu praguejando e fazendo ameaças, certamente passou pelos vestíbulos, onde eu a avisara que colocara as roupas dela.
As últimas informações que ouvi do palácio, contadas por uma aia que me saboreia e me deixa a pairar nas nuvens, foram que a Condessa usa agora um falo artificial que vibra e que o Marquês espera ansiosamente a volta do médico da corte que partiu numa viagem de três meses, nunca mais se ergueu desde aquela tarde, a Camareira tenta a horas certas trazê-lo de volta ao sucexo mas de todas as vezes não consegue nada além duma valente dor nos joelhos…

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A Condessa às Avessas


A noite estava quente, cada vez que pensava na tarde com a Condessa as minhas pernas ainda tremiam. Lembro-me de quando ela chegou com uma blusa de cetim rubro, uma curta saia preta que deixava adivinhar as pernas que eu iria percorrer languidamente com os dedos. O nosso olhar cruzou-se e queimou-nos, senti os mamilos erectos, quando ela me beijou levemente nos lábios e a minha mão desabotoou os dois primeiros botões da blusa. A Condessa é uma mulher bela, tem cabelos negros e lisos, compridos que soltos oscilavam-me entre os seios causando-me sensações que nunca sentira com nenhuma mulher. Gostei de sentir a língua dela na minha, as suas mãos aveludadas percorrerem-me mimosamente pelos seios, começámos numa massagem sensual. Emanava no quarto um doce perfume a almíscar, e uma ténue luz que desenhava os nossos contornos, enquanto nos lambuzávamos e movíamos lentamente os nossos corpos.
Despimo-nos devagar, saboreando a leveza da música, tremi quando me abriu as pernas devagar e senti o mel escorrer quando me penetrou lentamente um dedo numa habilidade ímpar, antes tinha rodeado os meus seios, lambido os mamilos e pusera-me completamente louca, para sentir mergulhar a língua no centro que parecia um vulcão quase a explodir. Não podia deixar a Condessa continuar a dominar-me, tirei um lenço de seda negra da gaveta próxima, sorri-lhe e ela deixou-me prende-la, dei-lhe dois nós seguros e vendei-a com uma echarpe púrpura que lhe tocava levemente os ombros nus e a fazia reagir ao toque do cetim frio na pele.
Quando desci até ao umbigo, chupando-a e lambendo-a cuidadosamente, os meus lábios detiveram-se numa malícia e subi novamente numa irreverência e luxúria para sentir os lábios da Condessa procurando os meus, pelo calor……mas..........

( A tarde foi longa…To be continued )

terça-feira, 2 de outubro de 2007

entre 4 paredes...

Outono que se aproxima lentamente, traz na sua neblina o embranquecer, entrega-me num sopro murmurado a canção que outrora nos fazia balançar num compasso lento que deixava trespassar o calor dos nossos corpos cobertos por um rubro manto orvalhado, fazia brotar o cheiro que se desprendia das nossas peles, as nossas mãos enlaçadas, querendo desenlaçar-se para deslizarem suavemente em busca do desejo escondido, os lábios que se procuravam para a entrega de um beijo árduo, as línguas que bailavam como as folhas que caíam ao sabor do vento, que nos invadia de desejos carnais. E ali ficávamos deixando a arte do amor apoderar-se de cada gota saída de nós, absorvida pela chama do fogo que nos consumia até a sombra dos nossos corpos sumir por entre as brumas…. Sinto agora nesta noite silenciosa, a chama que flameja enclausurada entre estas quatro paredes frias, um corpo que se esconde na escuridão, uma mente que se vagueia por momentos vividos e deixo este grito silencioso soltar-se chamando por ti, que ecoa na minha alma o mais profundo sentimento……

domingo, 30 de setembro de 2007

...movimentos lentos...


Acordaste-me na madrugada, seguravas-me com força, a tua mão não parava de fazer movimentos lentos e a tua língua, quente e húmida, saboreava-me com gozo. Sentiste a minha respiração alterar-se, vi-te sorrir e beijando-me foste subindo até me encontrares, esperando por ti num ardente beijo devorador. As minhas mãos procuraram os teus seios excitados pelo desejo que agarrei e lambi até sentir que tu pedias mais… beijei-te mergulhando na tua boca, e as nossas línguas quase nos sufocaram, contraíste-te quando segui pelas tuas coxas, penetrei-te com um dedo, devagar e depois mais rapidamente, como sempre me disseste que gostas. Punha-me louco sentir o teu cheiro, e excitava-me demasiado ver como reagias aos meus beijos no teu pescoço que oferecia resistência e logo depois delirava. Castigavas-me quando depois do primeiro orgasmo sentias que eu te tinha tomado e querias dominar-me, devagar descias de novo, fazias me entrar na tua boca e aos primeiros sons já não paravas mais até eu te implorar que parasses antes que eu explodisse. Montavas-me lentamente, sentindo cada pedaço de mim entrar em ti, segurava-te e balançávamos os dois sempre que não me prendias as mãos e impunhas o ritmo, com os meus olhos nos teus alcançámos nessa noite um prazer simultâneo. Adormeceste nos meus braços, depois de termos partilhado um cigarro, tentei não adormecer e ficar a olhar-te, levemente iluminada pelos primeiros raios de sol, recordo-me de ter fechado os olhos e adormecer abraçado a ti, murmurando baixinho que estivesses ali quando eu acordasse.
Escrito e oferecido por um " Grande Amigalhaço" ... Viggo : )